Reforma Ortográfica – “Apanhando” da Língua Portuguesa

 
Nestes primeiros dias de 2009 estou “apanhando” muito para escrever dentro das novas regras da Língua Portuguesa. Enquanto não chegam as gramáticas e dicionários atualizados, temos que ficar pesquisando até nos adaptarmos. Encontrei um resumo bem legal para ter as orientações iniciais.
 

A Reforma Ortográfica, que iniciou a vigência no dia primeiro de janeiro de 2009, tem a função de unificar a língua portuguesa no Brasil e nos países de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, e Timor Leste.
 
A divisão de opiniões é grande, desde os mais leigos até os grandes intelectuais. O ex-presidente Fernando Henrique, por exemplo, disse que não vai mais aprender a escrever diferente do que aprendera na escola.
 
Vai dar trabalho pra gente se acostumar, mas vamos ter que nos habituar com a mudança. Até 2012 podemos escrever das duas maneiras. É preferível incorporar logo a reforma, mesmo sabendo que inicialmente teremos que mostrar as duas maneiras, para que não pensem que escrevemos errado.
 
Idéia vai virar “ideia”. Enquanto não me acostumar, até eu vou pensar que escrevo errado.
 
Na minha opinião a reforma é positiva. Os nossos filhos aprenderão a nova forma de escrever, e a língua portuguesa, unificada, tornar-se-á mais consistente ao longo do tempo.
 
Os países do Mundo Árabe falam a língua árabe das mais diversas maneiras, com muitos sotaques, parecendo até dialetos. Entretanto, a forma de escrever é exatamente a mesma nos 24 países situados em dois continentes, habitados por mais de 300 milhões de pessoas.
 
Já que vários países falam ‘português’, a escrita deve ser a mesma para todos. Nossos filhos e netos nem saberão para que servia o tal do trema (¨).
 
Abaixo, o resumo das novas regras:
 

Trema — não se usa mais trema para indicar que a letra u deve ser pronunciada nos grupos gue, gui, que, qui.

Como era

Como fica

Freqüente, lingüiça, agüentar

Frequente, linguiça, aguentar

Palavras derivadas de nomes próprios estrangeiros continuam inalteradas. Ex.: Müller

Acentuação 1 — não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas (palavras que têm acento tônico na penúltima sílaba)

Como era

Como fica

Européia, idéia, heróico, apóio, bóia, asteróide, Coréia, estréia, jóia, platéia, paranóia, jibóia, assembléia

Europeia, ideia, heroico, apoio, boia, asteroide, Coreia, estreia, joia, plateia, paranoia, jiboia, assembleia

Herói, papéis, troféu mantêm o acento (porque têm a última sílaba mais forte)

Acentuação 2 — nas palavras paroxítonas, não se usa mais o acento no i e no u tônicos quando vierem depois de um ditongo

Como era

Como fica

Baiúca, bocaiúva, feiúra

Baiuca, bocaiuva, feiura

Se o i e o u estiverem na última sílaba, o acento continua. Ex.: Piauí

Acentuação 3 — não se usa mais o acento nas palavras terminadas em êem e ôo

Como era

Como fica

Crêem, dêem, lêem, vêem, prevêem, vôo, enjôos

Creem, deem, leem, veem, preveem, voo,

Acentuação 4 — não se usa mais acento que diferenciava pares pára/para, pêlos/pelos, entre outros.

Como era

Como fica

Pára, péla, pêlo, pólo, pêra, côa

Para, pela, pelo, polo, pera, côa

Permanece o acento diferencial em pôde/pode. Pôde é a forma do passado do verbo poder (pretérito perfeito do indicativo), na 3ª pessoa do singular. Pode é a forma do presente do indicativo, na 3ª pessoa do singular. Permanecem os acentos que diferenciam o singular do plural dos verbos ter e vir, assim como dos seus derivados (manter, deter, reter, conter).

Acentuação 5 — não se usa mais acento agudo no u tônico das formas (tu) arguis, (ele) argui, (eles) arguem.

Antes

Depois

Averigúe, apazigúe, ele argúi

Averigue, apazigue, ele argui

Hífen — principais regras

Prefixos

Usa hífen

Não usa hífen

Agro, ante, anti, arqui, auto, contra, extra, infra, intra, macro, mega, micro, maxi, mini, semi, sobre, supra, tele, ultra…

Quando a palavra seguinte começa com h ou com vogal igual à última do prefixo: auto-hipnose, auto-observação, anti-herói, anti-imperalista, micro-ondas, mini-hotel

Em todos os demais casos: autorretrato, autossustentável, autoanálise, autocontrole, antirracista, antissocial, antivírus, minidicionário, minissaia, minirreforma, ultrassom

Hiper, inter, super

Quando a palavra seguinte começa com h ou com r: super-homem, inter-regional

Em todos os demais casos: hiperinflação, supersônico

Sub

Quando a palavra seguinte começa com b, h ou r: sub-base, sub-reino, sub-humano

Em todos os demais casos: subsecretário, subeditor

Vice

Sempre: vice-rei, vice-presidente


Pan, circum

Quando a palavra seguinte começa com h, m, n ou vogais: pan-americano, circum-hospitalar

Em todos os demais casos: pansexual, circuncisão

Fonte: Michaelis — Guia prático da nova ortografia

 

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